Remédios para alergia: Antialérgicos e cuidados para aliviar os sintomas

Remédios para alergia: Antialérgicos e cuidados para aliviar os sintomas

As alergias afetam milhões de brasileiros e encontrar o remédio para alergia adequado pode transformar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Reações alérgicas ocorrem quando o sistema imunológico responde de forma exagerada a substâncias geralmente inofensivas, como ácaros, pólen, alimentos ou medicamentos. Os sintomas variam desde manifestações leves, como coceira e espirros, até quadros graves que podem comprometer a respiração. Por isso, neste artigo, apresentaremos os principais tipos de remédios para alergia disponíveis no mercado, suas indicações específicas e as precauções necessárias para um tratamento eficaz e seguro das diferentes manifestações alérgicas.

Principais tipos de remédios para alergia

Anti-histamínicos: Os mais utilizados no tratamento alérgico

Os anti-histamínicos são considerados, portanto, a primeira linha de remédio para alergia e os mais amplamente prescritos para controlar sintomas alérgicos. Isso porque esses medicamentos funcionam bloqueando a ação da histamina, substância liberada pelo corpo durante reações alérgicas e responsável por desencadear sintomas como coceira, espirros, coriza e lacrimejamento.

Anti-histamínicos orais

Os anti-histamínicos de uso oral são eficazes para tratar diversos tipos de manifestações alérgicas, atuando de forma sistêmica no organismo. Entre os principais exemplos estão:

  • Loratadina e Desloratadina: Medicamentos de segunda geração que não causam sonolência significativa
  • Cetirizina: Eficaz para rinite alérgica e urticária
  • Fexofenadina: Indicada para sintomas alérgicos persistentes
  • Hidroxizina: Possui efeito sedativo, sendo útil para alergias que pioram à noite

Estes remédios para alergia geralmente são administrados uma vez ao dia e proporcionam alívio por até 24 horas, sendo especialmente eficazes para rinite alérgica, conjuntivite alérgica e urticária.

Anti-histamínicos tópicos

Para tratamento localizado, existem formulações específicas:

  • Colírios antialérgicos: Contêm substâncias como cloridrato de epinastina ou fumarato de cetotifeno, que aliviam vermelhidão, coceira e lacrimejamento ocular
  • Sprays e gotas nasais: Com cloridrato de azelastina, reduzem congestão, coceira e corrimento nasal
  • Cremes e pomadas: Formulações com prometazina, clemastina ou dexclorfeniramina para alergias cutâneas

Os anti-histamínicos tópicos apresentam a vantagem de agir diretamente no local afetado, minimizando efeitos sistêmicos indesejados.

Descongestionantes: Aliados no combate à congestão nasal

Frequentemente utilizados como complemento aos anti-histamínicos, os descongestionantes são, portanto, um tipo de remédio para alergia que atua especificamente na redução da congestão nasal. Isso porque eles funcionam contraindo os vasos sanguíneos dilatados nas passagens nasais, diminuindo o inchaço e facilitando a respiração.

Os principais descongestionantes incluem:

  • Pseudoefedrina: Disponível em combinação com anti-histamínicos
  • Fenilefrina: Presente em muitos medicamentos para gripe e resfriado
  • Oximetazolina: Utilizada principalmente em sprays nasais de ação rápida

Atenção: Descongestionantes nasais tópicos não devem ser utilizados por mais de 3-5 dias consecutivos, pois podem causar congestão rebote (piora dos sintomas após o uso prolongado) e dependência.

Corticoides: Para casos mais intensos de alergia

Os corticosteroides constituem, portanto, um potente remédio para alergia, indicado para casos mais graves ou persistentes. Isso porque eles agem reduzindo significativamente a inflamação associada às reações alérgicas, proporcionando um alívio mais duradouro dos sintomas.

Corticoides sistêmicos

Administrados por via oral ou injetável, os corticoides sistêmicos são reservados para quadros alérgicos severos ou agudos:

  • Prednisolona: Frequentemente prescrita em cursos curtos para crises alérgicas intensas
  • Betametasona: Utilizada em situações que requerem resposta anti-inflamatória potente
  • Deflazacorte: Opção com menor impacto sobre o metabolismo ósseo

Devido aos potenciais efeitos colaterais, estes medicamentos são geralmente prescritos por períodos curtos e sob estrita supervisão médica.

Corticoides tópicos e inalatórios

Para tratamento localizado, com menor risco de efeitos sistêmicos:

  • Sprays nasais: Beclometasona, mometasona, budesonida e fluticasona são eficazes no controle da rinite alérgica persistente
  • Inaladores: Essenciais para asma alérgica, reduzem inflamação nas vias respiratórias
  • Colírios: Formulações com dexametasona controlam inflamação ocular alérgica
  • Cremes e pomadas: Hidrocortisona e betametasona aliviam dermatites alérgicas, eczemas e outras manifestações cutâneas

Os corticoides tópicos devem ser aplicados conforme prescrição médica, em camada fina e pelo menor período possível para evitar atrofia cutânea e outros efeitos adversos.

Broncodilatadores: Essenciais para alergias respiratórias

Em casos de alergia respiratória, especialmente asma alérgica, os broncodilatadores são um remédio para alergia fundamental. Eles atuam relaxando os músculos ao redor das vias aéreas, dilatando os brônquios e facilitando a respiração.

Os principais broncodilatadores utilizados incluem:

  • Salbutamol (Aerolin): Broncodilatador de ação rápida, usado para alívio imediato durante crises
  • Formoterol e Salmeterol: Broncodilatadores de ação prolongada, geralmente associados a corticoides inalatórios
  • Brometo de ipratrópio: Alternativa para pacientes que não respondem adequadamente aos beta-agonistas

Estes medicamentos estão disponíveis principalmente em forma de sprays ou soluções para nebulização, e sua prescrição exige receita médica devido à necessidade de monitoramento adequado.

Cromonas: Opção preventiva para alergias

As cromonas representam uma classe de remédio para alergia com ação preventiva, sendo especialmente úteis quando usadas regularmente antes da exposição a alérgenos conhecidos. Estes medicamentos atuam estabilizando os mastócitos, células que liberam histamina durante reações alérgicas.

Os principais exemplos incluem:

  • Cromoglicato dissódico (Rilan): Disponível em spray nasal e soluções para inalação
  • Nedocromil sódico: Utilizado principalmente para asma leve e prevenção de broncoespasmo induzido por exercício
  • Cromoglicato (Cromolerg): Em forma de colírio para conjuntivite alérgica

Uma característica importante das cromonas é que seu efeito não é imediato, sendo necessário uso regular por alguns dias para alcançar a eficácia máxima. Por isso, são mais indicadas como tratamento preventivo do que para alívio de crises agudas.

Imunossupressores tópicos: Para dermatites alérgicas resistentes

Em casos de dermatite atópica ou eczema que não respondem adequadamente aos corticoides, os imunossupressores tópicos podem, portanto, ser uma alternativa como remédio para alergia cutânea. Isso porque eles atuam modulando a resposta imunológica local, reduzindo a inflamação e os sintomas associados.

Os principais imunossupressores tópicos são:

  • Pimecrolimo (Elidel): Creme indicado para tratamento de dermatite atópica leve a moderada
  • Tacrolimo (Tarfic): Disponível em pomada, mais potente que o pimecrolimo e indicado para casos moderados a graves

Estes medicamentos são particularmente úteis para áreas sensíveis como face, pescoço e dobras cutâneas, onde o uso prolongado de corticoides pode causar efeitos adversos mais pronunciados.

Antileucotrienos: Controle de alergias respiratórias

Os antileucotrienos constituem, portanto, uma classe específica de remédio para alergia respiratória, que atua inibindo a ação dos leucotrienos — substâncias inflamatórias envolvidas nas reações alérgicas das vias respiratórias. Por esse motivo, são especialmente úteis no tratamento da asma alérgica e da rinite alérgica.

Os principais medicamentos desta classe são:

  • Montelucaste (Montelair, Singulair): Disponível em comprimidos revestidos, mastigáveis ou granulados
  • Zafirlucaste (Accolate): Em comprimidos, indicado para pacientes adultos

Os antileucotrienos são frequentemente utilizados como terapia complementar aos corticoides inalatórios no tratamento da asma, ou como alternativa para pacientes que não podem usar outros medicamentos.

Tratamento específico para diferentes tipos de alergia

Remédio para alergia alimentar: Como proceder

As alergias alimentares requerem abordagens específicas dependendo da gravidade da reação. O remédio para alergia alimentar varia conforme os sintomas apresentados:

Para reações leves a moderadas

  • Anti-histamínicos orais: Como loratadina ou cetirizina para controlar coceira, urticária e inchaço leve
  • Corticoides tópicos: Para manifestações cutâneas localizadas
  • Antiácidos e protetores gástricos: Em casos de sintomas digestivos como náuseas e dor abdominal

Para reações graves (anafilaxia)

  • Adrenalina (epinefrina): Medicamento de primeira escolha, administrado via auto-injetor (EpiPen)
  • Anti-histamínicos injetáveis: Administrados em ambiente hospitalar
  • Corticoides sistêmicos: Para prevenir reações tardias após o episódio inicial

Importante: Pessoas com histórico de reações alérgicas graves a alimentos devem sempre carregar um auto-injetor de adrenalina e procurar atendimento médico imediato após seu uso.

Remédio para alergia respiratória: Asma e rinite

As alergias respiratórias, como asma e rinite alérgica, frequentemente coexistem e compartilham gatilhos semelhantes. O tratamento combinado geralmente inclui:

Para rinite alérgica

  • Anti-histamínicos orais: Base do tratamento para controle dos sintomas diários
  • Sprays nasais com corticoides: Budesonida, fluticasona ou mometasona para uso regular
  • Descongestionantes: Em cursos curtos para alívio da congestão nasal
  • Lavagem nasal com soro fisiológico: Adjuvante importante para remover alérgenos e facilitar a respiração

Para asma alérgica

  • Corticoides inalatórios: Como beclometasona ou budesonida para controle da inflamação
  • Broncodilatadores de ação rápida: Salbutamol para crises
  • Broncodilatadores de ação prolongada: Formoterol ou salmeterol associados a corticoides para tratamento de manutenção
  • Antileucotrienos: Montelucaste como terapia complementar

A abordagem escalonada, ajustando medicações conforme o controle dos sintomas, é fundamental para o manejo eficaz das alergias respiratórias.

Remédio para alergia na pele: Dermatites e urticária

As manifestações cutâneas de alergia são diversas e requerem tratamentos específicos:

Para urticária alérgica

  • Anti-histamínicos não sedativos: Como base do tratamento, podendo ser necessário aumentar a dose em casos refratários
  • Corticoides orais: Em cursos curtos para surtos intensos
  • Anti-histamínicos sedativos: Como hidroxizina para casos noturnos que perturbam o sono

Para dermatite atópica e eczemas

  • Hidratantes e emolientes: Essenciais para restaurar a barreira cutânea
  • Corticoides tópicos: De potência adequada à região afetada e gravidade
  • Inibidores da calcineurina tópicos: Pimecrolimo ou tacrolimo para áreas sensíveis
  • Anti-histamínicos orais: Principalmente para controlar a coceira

Dica: Banhos curtos com água morna (não quente) e uso imediato de hidratantes após o banho podem ajudar significativamente no controle dos sintomas de dermatite atópica.

Quando buscar atendimento de emergência

Certas manifestações alérgicas constituem emergências médicas e requerem atenção imediata. Procure um pronto-socorro se apresentar:

  • Inchaço nos lábios, língua ou garganta
  • Dificuldade para respirar ou fala
  • Tontura severa ou desmaio
  • Queda súbita da pressão arterial
  • Náuseas e vômitos intensos após exposição a um alérgeno conhecido
  • Urticária generalizada de rápida progressão

Nestes casos, o remédio para alergia será administrado por via intravenosa ou intramuscular em ambiente hospitalar, frequentemente incluindo adrenalina, anti-histamínicos e corticoides de ação rápida.

Cuidados e precauções com remédios para alergia

Efeitos colaterais comuns

Os medicamentos antialérgicos podem apresentar efeitos colaterais que variam conforme a classe:

  • Anti-histamínicos de primeira geração: Sonolência, boca seca, visão turva
  • Anti-histamínicos de segunda geração: Menos efeitos sedativos, ocasionalmente dor de cabeça
  • Corticoides tópicos: Afinamento da pele, estrias, alterações de pigmentação com uso prolongado
  • Corticoides sistêmicos: Retenção de líquidos, aumento da pressão arterial, alterações de humor, aumento da glicose
  • Descongestionantes: Nervosismo, insônia, aumento da pressão arterial

Grupos de risco e contraindicações

Certos grupos requerem atenção especial ao usar remédio para alergia:

  • Gestantes e lactantes: Muitos anti-histamínicos de segunda geração são considerados seguros, mas sempre sob orientação médica
  • Idosos: Maior sensibilidade aos efeitos sedativos e anticolinérgicos dos anti-histamínicos
  • Pacientes com glaucoma ou hipertrofia prostática: Cuidado com anti-histamínicos de primeira geração
  • Cardiopatas: Precaução com descongestionantes que podem elevar a pressão arterial
  • Diabéticos: Monitoramento da glicemia ao usar corticoides

Interações medicamentosas

Esteja atento às possíveis interações entre antialérgicos e outros medicamentos:

  • Anti-histamínicos podem potencializar o efeito de sedativos e ansiolíticos
  • Descongestionantes podem interagir com anti-hipertensivos, reduzindo sua eficácia
  • Corticoides podem interagir com anticoagulantes, antidiabéticos e alguns antibióticos

Tratamentos complementares e prevenção

Imunoterapia: Tratamento de longo prazo

A imunoterapia alérgica (vacinas antialérgicas) representa uma abordagem que visa não apenas aliviar sintomas, mas modificar a resposta imunológica do organismo aos alérgenos:

  • Consiste na administração gradual de doses crescentes do alérgeno
  • Pode ser subcutânea (injeções) ou sublingual (gotas ou comprimidos)
  • Tratamento de longo prazo (3-5 anos)
  • Especialmente eficaz para alergias respiratórias como rinite alérgica e asma alérgica

Medidas ambientais e preventivas

Além do remédio para alergia, medidas preventivas são essenciais:

  • Para alérgicos a ácaros: Uso de capas anti-ácaros em colchões e travesseiros, lavagem frequente de roupas de cama em água quente, redução de tapetes e cortinas
  • Para alérgicos a pólen: Manter janelas fechadas em épocas de polinização, usar ar-condicionado com filtro, tomar banho ao chegar em casa
  • Para alérgicos a alimentos: Leitura atenta de rótulos, comunicação clara em restaurantes, evitar contaminação cruzada
  • Para alérgicos a medicamentos: Uso de pulseiras de alerta médico, informar todos os profissionais de saúde sobre suas alergias

Perguntas frequentes sobre remédios para alergia

Qual o melhor remédio para alergia de pele com coceira intensa?

Para coceira intensa na pele, os anti-histamínicos orais como cetirizina ou hidroxizina são geralmente eficazes. Em casos mais graves, corticoides tópicos de potência adequada podem ser necessários. Para alívio imediato, compressas frias e banhos de aveia coloidal também ajudam a reduzir o desconforto enquanto os medicamentos começam a agir.

Anti-histamínicos causam dependência com o uso prolongado?

Os anti-histamínicos não causam dependência química, porém o corpo pode desenvolver tolerância com o uso prolongado, reduzindo sua eficácia. Em casos de uso contínuo, o médico pode recomendar alternância entre diferentes tipos de anti-histamínicos para manter a eficácia do tratamento.

Remédios para alergia podem ser usados por crianças pequenas?

Existem formulações específicas de remédio para alergia adaptadas para uso pediátrico, com dosagens apropriadas para cada faixa etária. Anti-histamínicos como cetirizina e loratadina possuem apresentações infantis, mas devem ser administrados apenas sob orientação médica, respeitando-se rigorosamente a posologia indicada para a idade e peso da criança.

É possível tomar remédio para alergia durante a gravidez?

Alguns anti-histamínicos de segunda geração, como loratadina e cetirizina, são considerados relativamente seguros durante a gestação, especialmente após o primeiro trimestre. No entanto, qualquer medicamento durante a gravidez deve ser utilizado apenas quando os benefícios superam os riscos potenciais, sempre sob estrita supervisão médica.

Por que minha alergia não melhora mesmo usando remédios?

A persistência dos sintomas alérgicos, mesmo com o uso de medicamentos, pode ocorrer por diversos motivos. Entre eles, estão o diagnóstico incorreto, a exposição contínua ao alérgeno não identificado, a dosagem inadequada, o desenvolvimento de tolerância ao medicamento ou a presença de comorbidades não tratadas. Portanto, nestes casos, é fundamental reavaliar o diagnóstico e considerar ajustes no tratamento, possivelmente incluindo imunoterapia específica.

Conclusão: Escolhendo o remédio para alergia adequado

O tratamento eficaz das alergias depende da identificação correta dos gatilhos alérgicos e da escolha do remédio para alergia mais apropriado para cada manifestação específica. Os anti-histamínicos continuam sendo a base do tratamento para a maioria das condições alérgicas, complementados por outras classes medicamentosas conforme a necessidade.

É fundamental lembrar que, embora existam medicamentos de venda livre para alergia, o acompanhamento médico regular é essencial para ajustar tratamentos, monitorar efeitos colaterais e avaliar a necessidade de abordagens mais específicas como a imunoterapia. Para alergias graves ou recorrentes, a consulta com um especialista em alergia e imunologia pode proporcionar um plano de tratamento personalizado e mais efetivo.

Por fim, a combinação de medicamentos adequados com medidas preventivas e mudanças no estilo de vida representa a estratégia mais completa para controlar sintomas alérgicos e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

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